Fazenda Ribeirão Frio - Barra do Piraí RJ

Edificada em terras doadas à José Caetano Alves de Oliveira em 1814, a fazenda no auge da produção cafeeira foi descrita pelo viajante português Augusto Emilio Zaluar como "uma cidade em planta pequena". Até uma farmácia fazia parte de suas dependências, fato raro para época. O seu mais ilustre proprietário foi Joaquim José de Oliveira Ferraz, o Barão de Guapi, que a adquiriu em 1851. É atribuído ao Barão a implantação cafeeira na fazenda. A propriedade era o local preferido do Barão para passar finais de semana, já que o mesmo residia em Barra Mansa, município onde exerceu o mandato de vereador, Presidente da Câmara Municipal e Juiz de Paz, foi também comandante superior da Guarda Nacional dos municípios de Barra Mansa e Rio Claro. Em 1890, a fazenda foi passada ao Banco do Brasil para pagamento de dívidas; e adquirida do referido banco por José Alves de Brito em 1892. A propriedade serviu de cenário para a novela Salvador da Pátria, exibida pela rede Globo em 1989.
Cercada por uma bela paisagem natural, a fazenda localiza-se no distrito de Dorândia.

Títulos Nobiliárquicos

Nos 67 anos do Império, sendo o 1º Reinado de 1822 a 7/4/1831 e o 2º Reinado de 1840 a 15/11/1889, foram concedidos 1.211 títulos nobiliárquicos, para 986 titulares assim distribuídos:
Duques - 3
Marqueses - 47
Condes - 51
Viscondes - 235
Barões - 875
Foram agraciados prioritariamente os fazendeiros, depois os ocupantes de cargos públicos, os comerciantes, os negociantes e, por fim, os intelectuais e capitalistas.
As custas para ser nobre no Brasil, pela tabela de 02/04/1860, tinham os seguintes valores, em contos de reis:
Duque - 2:450$000, Marquês - 2:020$000, Conde - 1:575$00, Visconde - 1:025$000, Barão - 750$000

Fazenda Santa Maria - Pinheiral RJ

Pouco descobri sobre esta fazenda em minhas pesquisas, moradores locais à denominam Fazenda Santa Maria. A fazenda, localizada na estrada que liga Pinheiral à Vargem Alegre, foi edificada em antigas terras do rei do café, Joaquim José de Sousa Breves. A metade da casa sede já desabou, o que restou está em ruínas.
*Se vc tiver algum histórico desta fazenda, favor enviar pelo email ou pelo comentário da postagem.

Fazenda da Barra - São José do Barreiro SP

A Fazenda da Barra foi construída em 1850 pelo Tenente Francisco Alves de Magalhães para a produção de café. Tem este nome por estar situada no encontro de dois rios, Rio Formoso e Rio Segredo. Por esta época chegou a São José do Barreiro, vindos de Minas Gerais, a viúva Porcina Alves de Magalhães e seus filhos, Francisco e Roque, que construíram, respectivamente, as fazendas; Barra e Catadupa. Anos mais tarde eles também teriam construído a Fazenda Guanabara, todas as três localizadas na Serra de Formoso. Por volta de 1920 a Fazenda da Barra foi comprada pelo Dr. Salvador Felício dos Santos, advogado do Rio de Janeiro, que vinha com seus familiares passar temporada. A partir de então a Fazenda dedicou-se a extração de madeira e à pecuária leiteira. Passaram-se duas gerações e, atualmente a bisneta de Salvador, com seu marido, ambos biólogos, administram a Fazenda que se dedica, além da pecuária e criação de cavalos, à cultura de subsistência, ao eco-turismo e a hospedagem. A história está presente em toda fazenda, em sua bela casa sede, nas ruínas da tulha e da senzala, e também nas antigas fotos e relatos do proprietário da fazenda. A Pousada Fazenda da Barra possui 10 quartos com decoração de época e diferentes vistas, podendo-se escolher o som do ribeirão, a vista para a serra ou o silêncio do jardim interno. A cozinha caseira combinada a elementos integrais faz da gastronomia um diferencial da pousada. O mel, pães, queijos e doces são produzidos na própria fazenda. A pousada possui bons cavalos e guias especializados para fazer as trilhas que levam a vários pontos no alto da serra e também ao Parque Nacional da Serra da Bocaina. Para quem prefere descansar, há ao lado da casa uma ducha natural, local para banho de sol e vários acessos ao Rio Segredo e à Cachoeira da Mata (foto). Para as crianças há um parquinho, um campo de futebol e alguns balanços em árvores. Sendo um local isolado e tranqüilo, a pousada é uma ótima opção para grupos familiares ou de trabalho, inclusive aquele com objetivo terapêutico contra o stress urbano. Tels. (12) 3117-1166 (12)3117-1462
http://www.fazendadabarra.com/

Fazenda Boa União - Valença RJ

A fazenda Boa União teve origem em terras desmembradas da fazenda São João, que foi fundada na primeira metade do século XIX por Domiciano José Alves. Ele foi pioneiro no cultivo do café nos vales do Rio São Fernando, mesmo antes da criação da Freguesia de Santa Isabel do Rio Preto, no município de Valença, ocorrida em meados do século XIX. Como não tinha filhos, participava na administração da fazenda o cunhado e sobrinho de Domiciano, Emerenciano Alves de Moraes, casado com Severina Jacinta de Souza Meirelles, descendente direta das lendárias “Três Ilhoas”. Desde quando se casaram, em 1859, residiam na Fazenda São João, em companhia do tio. Lá nasceram seus seis filhos. Com a expansão das lavouras cafeeiras em terras distantes da localização da sede, surgiu a necessidade da criação de novas unidades de beneficiamento de café. Sítios foram montados para atender a demanda da grande produção. Entre 1870 e 1873, foi construído mais para o sul de São João um “sítio”, com sede própria e local para secagem e pesagem de grãos de café. No entanto, o processo de beneficiamento continuou sendo realizado nas instalações centrais. Em 1890, Domiciano, viúvo e bem idoso, resolveu deixar São João e ir residir na casa de seu irmão na Freguesia de Santa Isabel, deixando definitivamente a fazenda. Assim, dividiu oficialmente as terras em seis partes e as doou aos sobrinhos-netos. Álvaro vendeu sua parte ao irmão Julio César, cujas terras eram mais próximas a Santa Isabel e a essa propriedade deu o nome de “Chalé”. Domiciano, casado com América, ficou com a sede pioneira da São João. Teófilo, casado com Orminda, adquiriu as partes de Francisco e Procópio Zoroastro, portanto, a maior parte das terras, denominadas na época de “sítio”. Foi provavelmente nesta ocasião que a união dos três sítios formou a Fazenda Boa União. Teófilo e Orminda, provavelmente, já residiam desde 1873 em Boa União, mesmo antes da divisão judicial das terras. Este casal, que não teve filhos, criou dois sobrinhos: José de Aquino Vaz, carinhosamente chamado de “Juquina Vaz” e Manoel, apelidado por “Boquinho”. A fazenda está situada às margens da Rodovia RJ-153, no 3º distrito, Santa Isabel do Rio Preto.

Fazenda Pau D'Alho - São José do Barreiro SP

Construída em 1818 pelo coronel João Ferreira de Souza, um dos fundadores de São José do Barreiro. A fazenda começou produzindo milho, arroz e aguardente, e no ano de 1822 iniciava o plantio de café, mesmo ano em que D. Pedro I, em viagem que antecedeu a independência do Brasil, chegou à fazenda, sendo recebido com um grande almoço. A sede da fazenda é toda circundada por muros de pedra, possuindo à entrada um imponente portão e um renque de palmeiras imperiais, atestado de nobreza e opulência nas fazendas e engenhos do Brasil Império. O pátio interno é cercado por senzalas, cavalariças, tulhas e outras dependências. O embasamento é de pedra e as paredes de pau-a-pique. O Conjunto Arquitetônico da Fazenda Pau D’Alho foi tombado como Patrimônio Nacional e Estadual em 1968. Restaurado, hoje é um marco histórico que se destina a atividades culturais e ecológicas. A Fazenda Pau d’Alho está localizada à 3km do centro do Município de São José do Barreiro.

Fazenda Rialto - Bananal SP

Estas duas fotos da Fazenda Rialto, localizada à 10km do centro histórico de Bananal (sentido Arapeí), retratam muito bem o descaso com a nossa história. A primeira foto, atual e de minha autoria, nos mostram a construção do que virá a ser a nova sede da Fazenda Rialto, que era conhecida até 1842, como “Fazenda da Arribada”, por terem ali arribado as tropas de Caxias que regressavam de Silveiras (Revolução Liberal). Após o fim do ciclo do café, a fazenda sofreu com o descaso de seus proprietários, que deixaram desaparecer uma das mais requintadas fazendas. Faziam parte da decoração da casa, guirlandas, papéis de parede e ornamentação branca folheada a ouro no forro, havia também uma capela, com altar de madeira policromada e dourada. Um dos mais importantes conjuntos de pinturas ambientais, atribuídas ao pintor José Maria Villaronga, decoravam a sala de jantar. Nada restou desta histórica fazenda, que chegou a possui uma estação da Estrada de Ferro Ramal Bananalense, inaugurada em 1883.

*A foto abaixo, do autor Marcos José Carrilho, retrata uma das pinturas que existia na sala de jantar, que nos mostram exatamente como era a fazenda no século XIX.

Fazenda Paraíso - Barra Mansa RJ

Construída no século XIX, a fazenda Paraíso viveu o apogeu dos ciclos do café e do leite. Com o passar dos tempos, a fazenda sofreu várias modificações em sua arquitetura para abrigar o Hotel Fazenda e o Haras Paraíso, hoje desativados. A fazenda pertenceu ao Marechal Floriano Peixoto, sendo sua residência após deixar a presidência da República. Foi na Paraíso que Floriano Peixoto passou os últimos dias de sua vida e ali redigiu o seu testamento político.
Localiza-se às margens da rodovia presidente Dutra, distrito de Floriano.

Areias - SP

Areias, fundada pelo Coronel da Cunha Gago, Pedro Felipe Teixeira Pinto, Máximo Barbosa, entre outros, recebeu o nome de Santana da Paraíba Nova. Foi criada em 26 de janeiro de 1748, em território pertencente a Lorena, e que serviu de pouso entre as terras de Guaypacaré (Lorena) e as de Campo Alegre (Resende), servindo como meio de comunicação terrestre entre Rio de Janeiro e São Paulo. Posteriormente em 1801 ganhou a denominação de Distrito de Paz. Transformada em Vila em 28 de novembro de 1816, recebeu o nome de São Miguel de Arêas, em homenagem à Dom Miguel, filho de Dom João VI, sendo a única vila criada em São Paulo pelo monarca. A cidade prosperou com fazendas de café, vindo a produzir até 100.000 arrobas por ano, tornando-se o maior produtor de café de São Paulo, chegando a responder por 1/10 de toda a produção da província. Datam dessa época as casas e sobrados da cidade, cuja arquitetura é típica do ciclo do café. Durante a Revolução de 1842, Areias, assim como as localidades vizinhas, perdeu todas as garantias constitucionais e anexada a Província do Rio de Janeiro pelo Decreto n° 216, de 29 de agosto de 1842 e somente em 29 de agosto de 1843 é que voltou a pertencer ao Estado de São Paulo. Areias passou à categoria de cidade em 24 de março de 1857, sendo elevada à Comarca em 15 de abril de 1873.
Fazenda Santo Antônio

Arquitetura típica do ciclo do café.

Fazenda São Benedito - São José do Barreiro SP


Construída em 1887, a São Benedito, localiza-se ao pé da Serra da Bocaina, a apenas 2 minutos do centro da cidade de São José do Barreiro. Hoje funciona como pousada, não é um hotel, mas sim uma fazenda com o seu característico dia a dia, e que oferece hospedagem. Por isso, não espere encontrar um clube cheio de atividades e recreações. Aqui a proposta é reviver os tempos dos Barões do Café, que no século XIX enriqueceram a região e servir de ponto de partida para outras atividades relacionadas ao ecoturismo e turismo histórico da região. É também a “base” ideal para grupos que curtem os passeios “off-road”, sejam jipeiros, motoqueiros ou ciclistas.

Sobrado de D. Maria Benedita - Resende RJ

O primeiro casarão da Vila de Resende, fruto da riqueza do café, foi construído em 1840 pelo Comendador Manoel Gonçalves Martins, um dos maiores produtores de café da região. Depois foi residência de sua filha Maria Benedita, conhecida como a rainha do café. O sobrado foi centro da vida social da cidade no Século XIX. Contam os historiadores que numa de suas festas foi servido, pela primeira vez na cidade, sorvete.

Fazenda Vargem Grande - Resende RJ

A fazenda está localizada na sede do distrito de Pedra Selada, anteriormente denominado Vargem Grande. O nome anterior desse povoado era o mesmo da fazenda até ao ano de 1943, segundo consta, em função da presença e importância dessa propriedade desde o século XIX. No entorno da casa-sede há um pequeno pomar ao oeste e, ao sul, margeando o acesso com mais de 100m que liga a estrada principal à propriedade, fileiras de pinheiros e coqueiros, finalizando com a presença de centenária paineira, localizada junto à segunda porteira. Existe ainda uma pequena capela localizada na perpendicular da fachada principal da casa-sede, junto à fachada lateral esquerda, uma churrasqueira de forma retangular, aos fundos um pequeno curral e, na mesma direção, porém mais distante, uma casa de caseiro. A sede da fazenda Vargem Grande se encontra em precário estado de conservação, e atualmente a atividade produtiva resume-se à pecuária de corte e leiteira.

Casarão de Arrozal - Piraí RJ

Localizado em Arrozal, 3º distrito de Piraí, o "Casarão de Arrozal" construído em 1711, foi a casa sede da Fazenda Cachoeira, de propriedade do Capitão-mór José de Souza Breves, grande benemérito da região. Foi durante algum tempo teatro municipal e sede da banda de música municipal de Arrozal. O Casarão, que por diversas vezes hospedou D. Pedro I e sua comitiva Imperial, está aberto à visitação de segunda à sexta, com exposições e artesanatos.

Ponte dos Arcos - Conservatória RJ

A ponte dos arcos foi construída entre 1877 e 1883, pela extinta estrada de ferro Santa Isabel, foi inaugurada por Dom Pedro II em 1884, e desde que passou por ela o último trem em 1963, a ponte se tornou uma atração turística da localidade, sendo uma das mais antigas pontes da rede ferroviária que ainda se conserva em pé. A Ponte dos Arcos possui 100m de extensão, 12m de altura e 4m de largura e foi construída em pedra, cal e óleo de baleia. Compõe-se de dois arcos plenos, construídos à maneira egípcia, com pedras justapostas, funcionando a tração e compressão. Sua base é constituída de grandes pedras sobrepostas e o corpo da ponte com pedras menores e roliças, situa-se na estrada Conservatória / Santa Isabel do Rio Preto, as margens do rio da Prata, junto a uma pequena cachoeira, entre morros.

Fazenda Bocaina - Barra Mansa RJ

A Fazenda Bocaina foi uma das mais importantes propriedades do ciclo do café da região, originada em consequência da expansão da ocupação humana feita pelos fazendeiros do café que povoaram Bananal SP, ainda no século XVIII, ao longo do “Caminho Novo” e proximidades, que culminou com a ascensão de toda região, em especial do distrito de Rialto. Com a sede a menos de 1km da divisa, a propriedade é composta por terras nos dois estados, Rio de Janeiro (Rialto - Barra Mansa) e São Paulo (Bananal). O primeiro proprietário da Bocaina foi o tenente Domiciano de Oliveira Arruda, nas primeiras décadas do século XIX, o nono dos 13 filhos do capitão-mor Braz de Oliveira Arruda e Alda Maria Florinda Nogueira. Naquela época faziam parte da Bocaina as fazendas Caieira, Independência e da Cruz. A Bocaina em tudo era uma grande fazenda. Além das enormes safras de café que produzia, a ponto de às vezes ter, para as respectivas secagens, que improvisar terreiros anexos aos vastos existentes, cultivava grande quantidade de cereais e mantimentos. Fora a referida produção agrícola havia também a zootécnica, com grande criação de gado bovino, suíno, ovino e equino. Entre os anos 70/80, em suas instalações funcionou uma escola que alfabetizava alunos da fazenda e da região. Além da criação de gado de corte, a Bocaina hoje foi transformada em espaço para cultura e lazer, muito procurado pelos turistas que visitam a região. Aliando a qualidade no atendimento básico de hotel fazenda os proprietários mantém as características rurais da propriedade como a casa grande, a senzala, o engenho e outros. Atende ainda o turismo pedagógico, cultural e de eventos, onde é oferecida orientação histórica sobre o ciclo do café, visita guiada pelas dependências arquitetônicas, culturais e históricas que estão bem preservadas, além do agroturismo e do turismo ecológico.

Ribeirão de São Joaquim - Distrito de Quatis RJ


Ribeirão de São Joaquim, 2° distrito do município de Quatis, é um lugar que parece ter parado no tempo, uma comunidade com 800 habitantes que se concentra ao redor do coreto, principal ponto cultural do distrito, onde ocorrem forró nos finais de semana e demais festividades. O lugar teve seu auge durante a era do café no século XIX. O Distrito servia de passagem para os tropeiros de Minas Gerais, e na ocasião, o local era muito movimentado. Daquele tempo, restou um conjunto arquitetônico com 20 casarões, que em sua maioria pertencia aos fazendeiros da região. A Capela de Nossa Senhora do Rosário é outra construção do início do século XIX, e para os moradores locais ela é o principal cartão de visitas do distrito.

São José do Turvo - Distrito de Barra do Piraí RJ

Igreja de São José - Localizada no centro da Praça Genésio Soares, foi construída em 1867, apresenta fachada frontal em alvenaria, pintada de branco e cinza, com duas colunas laterais, portas e janelas em forma de arco. Possui torre sineira com janelas e um crucifixo no topo. Nas paredes laterais, vitrais em forma de círculo. Seu interior ainda conserva o estilo do século passado e possui altar todo decorado com desenhos em alto relevo, onde se encontra a antiga imagem de São José em tamanho natural esculpida em madeira. Além desta, guarda outras imagens do século passado.
Pelos idos de 1730, as terras onde se localiza o Distrito de São José do Turvo, o 3º e maior distrito de Barra do Piraí, pertencia ao curato de Nossa Senhora da Conceição do Campo Alegre da Paraíba Nova, que os índios chamaram de Timburibá. Quando o curato foi elevado a freguesia em 1756, seus limites alcançavam também o futuro curato de Nossa Senhora das Dores do Além Paraíba, hoje Dorândia.
Fazem parte do entorno da Praça Genésio Soares, várias casas antigas utilizadas para moradia e Comércio.

Solar Comendador Aguiar Valim - Bananal SP

Construído em 1855 pela família Aguiar Valim, o solar vivenciou a riqueza de uma época, recebia em seus salões nobres autoridades do Império. Ocupa toda a face do largo do Rosário (praça Rubião Júnior). Apresenta características neoclássicas, suas portas principais são em arco pleno e a escada principal tem lances simétricos. Possui um salão de baile e coreto para orquestra, no segundo andar 16 portas dão para uma sacada de ferro fundido, um majestoso hall e murais feitos pelo artista catalão José Maria Villaronga, com um primoroso acabamento. O prédio já abrigou o Grupo Escolar Coronel Nogueira Cobra e também a Prefeitura Municipal. Tombado pelo Condephaat em 1976, o solar hoje está totalmente reformado e aberto à visitação.

Fazenda Independência - Bananal SP

A sede da fazenda mantém as características originais da época imperial, com móveis e decoração autênticos, foi criada em 1822 e batizada em homenagem a nossa emancipação política. Os proprietários na época eram netos dos donos da Fazenda Três Barras, que hospedara d. Pedro a caminho de São Paulo para a Proclamação e, portanto, conheceram de antemão o fato histórico. Essa propriedade foi desmembrada da sesmaria do padre Antônio Cruz. Seus primeiros moradores foram Antônio de Oliveira Arruda e sua prima-irmã e esposa Sinhala Gomes Nogueira. Em 1844 o Comendador Manoel de Aguiar Vallin, comprou a propriedade e a incorporou juntamente com as Fazendas Bocaina e Cruz ao seu rico império com sede na Fazenda Resgate. A Fazenda foi doada como dote a sua filha Amélia de Almeida Vallin em 1867, que casou-se com Pedro Luís Pereira de Souza, que teve uma ampla carreira política, chegando a ser deputado provincial, deputado geral e ministro das Relações Exteriores. Foi nomeado Presidente da Província da Bahia em 1882, mas devido a um serviçal Ter adicionado vidro moído em sua comida, adoeceu seriamente. Foi então morar na Fazenda Três Barras, onde faleceu em 16 de julho de 1884. Após a morte do patriarca Aguiar Vallin em 1878, sua viúva D. Domiciana de Almeida Vallin, passou a administrar os negócios, igualmente administrando a Fazenda Independência após a morte do genro Conselheiro Pedro Luís. Em 1891 D. Domiciana vendeu todas as Fazendas ao empresário Domingos Moitinho, homem tão rico que chegou a cunhar moedas pessoais em vários metais, inclusive prata. As Fazendas Independência, Bocaina e Cruz ficaram com Álvaro Moitinho, um de seus filhos; enquanto que Resgate, Três Barras e a Estrada de Ferro ficaram com Fernando Moitinho, seu outro filho. Na 1º década de XX, Independência fora vendida novamente, e em 1927 fora cortada pela Rodovia Rio- São Paulo. O ex-presidente Washington Luís se hospedou nela. Pertenceu por 33 anos ao engenheiro Jorge de Melo Sabugosa. Foi vendida ao também engenheiro Sebastião Mota Neto, que a restaurou, e depois, ao banqueiro Aírton Tumolo, morto em 1996. A propriedade hoje pertence aos seus herdeiros, e nela foi criado o Hotel Fazenda Independência, para preservar o patrimônio e possibilitar a visita e permanência de turistas nessa localidade histórica.
Localização: Rodovia Álvaro Brasil Filho, 14km do centro Histórico.

Fazenda Sobradinho - Barra Mansa RJ

É uma das fazendas remanescentes do período áureo do ciclo do café, que permanece bem conservada e com muitos traços originais. A fazenda originou-se em conseqüência da ocupação humana feita pelos fazendeiros do café que povoaram Bananal SP, ainda no século XVIII ao longo do “caminho novo”, e proximidade, que culminou com a ascensão de toda região. Inúmeras foram as fazendas encravadas no distrito de Rialto, que fez surgir a estrada de ferro Bananalense, ligando o bairro Saudade em Barra Mansa RJ, à Bananal SP. Rialto, foi grande produtor de café, respondendo em 1850 com suas 160.000 arrobas, por cerca de 21% da produção do município que era de 760.000 arrobas, equivalentes a 11.400 toneladas. Para a expressiva produção de café, Rialto contava com dezenas de fazendas, como: Campo Alegre, São Benedito, Cafundó, Concórdia, Chalet, Bocaina, Astréa, Conceição, entre outras, sendo que algumas delas produziam, individualmente, mais de 10.000 arrobas de café por ano, produção considerável dentro do contexto cafeeiro do vale do Paraíba. Pelo poder e riqueza das famílias envolvidas, a fazenda Sobradinho deve ter tido originalmente uma razoável área em alqueires, e hoje possui 49 alqueires em pasto, capineira, canavial entre outros.

Fazenda Rochinha - Barra Mansa RJ

A fazenda Rochinha (antiga fazenda cachoeira) é uma das mais belas sedes de fazenda do vale do Paraíba fluminense, cuidadosamente reconstruída, mantém as característica da arquitetura do final do século XVIII, quando o chamado estilo colonial marcava as construções rurais. Destaca-se, desde 1902 pela excelência de sua cachaça artesanal, premiada no Brasil e no exterior. A fazenda está aberta à visitação, com acompanhamento ao alambique centenário e ao processo de fabricação, onde o visitante poderá fazer degustação da cachaça e derivados. Localização: Rodovia Presidente Dutra, Km 291 – Distrito de Floriano

Fazenda Monte Alegre - Barra do Piraí RJ

Construção do século XIX, a fazenda pertenceu ao 3º Barão do Rio Bonito. Localiza-se no distrito de Dorândia, o acesso mais rápido para visitá-la é pela estrada de terra que liga São José do Turvo à Dorândia.

Igreja Nossa Senhora do Rosário - Quatis RJ

Em 5 de março de 1832, o Sr. Faustino de Araújo e D. Gertrudes Maria de Jesus doaram um terreno, localizado na Encruzilhada dos Quatis, para a construção de uma igreja em homenagem: a Nossa Senhora do Rosário. Em 13 de dezembro de 1844, foi criada a capela de Nossa Senhora do Rosário. Já em 7 de agosto de 1853, foi erguida a paróquia, entregue aos cuidados do Monsenhor Manuel Joaquim da Paixão, que nesse mesmo dia celebrou a 1ª missa paroquial e realizou alguns batizados. Quatis cresceu ao redor da Igreja, e esta influência se fazia sentir principalmente através de suas irmandades, que eram o centro de toda comunidade religiosa.

Fazenda São Luis - Barra do Piraí RJ


Para aquelas pessoas que desejam conhecer a história do Ciclo do Café através de suas fazendas, a cidade de Barra do Piraí é um grande referencial. Na segunda década do século XIX, o café começou a ser plantado no Vale do Paraíba e fazendas proveram-se para cultivar o fruto precioso. Infelizmente com o passar dos anos, poucos patrimônios históricos ainda estão de pé ou em bom estado de conservação, e um exemplo disso é a fazenda São Luis, datada de 1860, que se encontra em precário estado. Esta fazenda se localiza no distrito de São José do Turvo, e não está aberta à visitação.


Fazenda Santana do Turvo - Barra Mansa RJ


Construída em 1826, por Joaquim Manuel de Carvalho (Primeiro Barão de Amparo), foi a maior produtora de café na região. Na época, ocupando uma área de 700 alqueires e possuindo 250 escravos, chegou a produzir, anualmente, 180 mil arrobas de café. Até o advento da estrada de ferro, o café produzido em Santana do Turvo, era levado por barcas pelo Rio Paraíba do Sul até a localidade de Ypiranga, Vassouras, para, deste ponto, ser transportado até a Corte do Rio de Janeiro. A casa-sede, de grandes dimensões, está implantada em um belíssimo sítio arborizado. Os antigos terreiros de café são pavimentados por grandes blocos de pedra. Possui ampla área, outrora destinada à lida do café, na qual resta ainda um aqueduto para movimentar a roda d’água, algumas construções de apoio e uma capela. Em bom estado de conservação, é um dos bons exemplos da arquitetura rural do século XIX, localiza-se no limite com o distrito de Nossa Senhora do Amparo, está aberta à visitação.


Fazenda São Thiago - Volta Redonda RJ

Pouco se sabe sobre as origens desta fazenda, mas há registros que mencionam sua existência por volta de 1820. A sede da fazenda se implanta à meia encosta de um morro que mantém, em alguns trechos, densa cobertura vegetal. Destaca-se no conjunto um imponente muro de pedra, reforçado por dois contrafortes, que delimita e sustenta o platô fronteiro à residência.
Da casa sede tem-se ampla visibilidade da várzea, por onde passa a estrada e, paralela a esta, o Córrego do Peixe, que abastecia a produção cafeeira. A casa-sede mantém uma pequena capela dedicada a São Thiago com altar e santuário originais. O sistema construtivo é composto por alicerce em pedra seca, estrutura autônoma em madeira de seção quadrada com vedações originais em pau a pique; telhado em estrutura de madeira com beiral encachorrado e cobertura em telhas de barro capa e canal. Podem ser observadas algumas reformas identificadas pelo uso de tijolo maciço.

Fazenda Crissiuma - Barra Mansa RJ

A bela sede da fazenda, construção em estilo clássico, foi erguida em 1872, segundo emblema em sua fachada. O nome Crissiuma vem de um tipo de mato rasteiro, espécie de bambu fino, que era muito comum nessa região. Os primórdios da fazenda se enraizam na primeira metade do século XIX, quando Manuel Gomes de Carvalho, português enpreendedor, requereu uma sesmaria no Amparo, Manuel que em 1867 foi agraciado pelo Imperador com o título de Barão do Amparo. Quem melhor nos descreve a Crissiuma daquela época, é Antônio de Oliveira Leal, em seu livro "Barra Mansa com amor e humor", "A Crissiuma fica na metade de um morro, cercada por outras três colinas e com uma grande vargem no centro. A vargem era circundada por um chalé à direita, pela fábrica de açúcar e pela tulha ao centro, e por uma casa muito comprida à esquerda, que era chamada de enfermaria. O centro era ocupado por enormes terreiros de café e tanques, onde o café era lavado e secado. Diversas linhas de bonde cruzavam os terreiros para transporte do ouro verde". A fazenda Crissiuma, que já foi uma das maiores e mais importantes fazendas desta região, hoje com seus gradis de ferro recuperados, a Crissiuma se mantém imponente, um belo exemplo a inspirar o movimento pela restauração de nossas antigas fazendas.

Fazenda Botafogo - Pinheiral RJ

A fazenda Botafogo localizada na estrada que liga Pinheiral à Vargem Alegre, pertenceu à José Gonçalves de Moraes e Cecília Pimenta de Almeida Frazão de Souza Breves. Por dote de casamento passou para uma de suas filhas - Anna Clara Breves de Moraes Costa, casada com o Comendador Silvino José da Costa. Posteriormente, no inventário do Comendador Silvino J. da Costa, em 1865, parte da fazenda fica para José Frazão de Souza Breves.

Fazenda Santa Cecília - Volta Redonda RJ

Desmembrada da grande fazenda de Três Poços, pertencia em 1870 a Antonio Augusto Monteiro de Barros, casado com sua prima Maria Thereza Monteiro de Barros (filha do casal Cecília e Lucas Antonio Monteiro de Barros, donos de Três Poços), que a havia recebido como herança com o falecimento do pai em 1862. Após passar por vários proprietários, foi comprada por Nelson Marcondes Godoy em 1932 que fez em seguida uma significativa reforma na casa sede em estilo chalet dando a ela as feições atuais. Era ainda propriedade dele quando em suas terras, desapropriadas em 1941 por 3.500 contos de réis, foi construída a Usina da CSN e a Vila Operária marcando, assim, a sucessiva passagem das terras da Volta Redonda agrícola (café), para a pecuária (leite) e para a fase industrial (aço). No seu entorno ainda existem parte das tulhas (com trechos remanescentes construídos em taipa-de-mão ou pau-a-pique); vestígios do antigo engenho de café, com altos muros de pedra; parte de um lavador de café e trechos com calçamento de pedra. As terras da fazenda ainda se distribuem pelos municípios de Volta Redonda, Pinheiral e Barra Mansa. Localizada no final da Rua 21, na Vila Santa Cecília, o acesso a fazenda só é permitido com autorização.

Igreja Matriz de São José - São José do Barreiro SP

Localizada na Praça Cel. Cunha Lara, no centro da cidade, a Igreja foi construída pelo Cel. João Ferreira de Souza, fundador de São José do Barreiro, sua benção se deu em 1839, tendo sido terminada solenemente em 19 de março de 1881. De arquitetura neo-clássica, guarda em sua elevação o predomínio do cheio sobre o vazio. A igreja divide-se em 3 corpos verticais, marcado pelo fuste que subindo atinge as duas torres dos campanários com cimalhas salientes. Portas e janelas em arcos inspirados na canga de bois com forte influência mineira. Toda a igreja é ladeada de pedras enormes puxadas por zorras, no todo a simplicidade, plasticidade e volumetria dá um ar majestoso à cidade. Em seu interior encontra-se a belíssima imagem de N.S. de Soledade feita em madeira, de tamanho natural, vinda de Portugal, trazida para São José do Barreiro através da Trilha do Ouro desde o Porto de Mambucaba no litoral fluminense. Em sua capela mór, dormem os restos mortais dos fundadores de São José do Barreiro, Cel. João Ferreira de Souza e sua Esposa D. Maria Rosa de Jesus, e em uma das capelas laterais os restos mortais do Cônego Benedito Gomes França (Sr. Vigário).

Arapeí SP

O distrito de Santo Antônio do Alambary, posteriormente denominado Arapeí, foi extinto em outubro de 1892. Já no século XX, a localidade voltou a ser distrito de Bananal, mas após um plebiscito emancipou-se e transformou-se em município no dia 30 de Dezembro de 1991. Arapeí, teve sua origem ainda na época das Capitanias Hereditárias, o povoado teve seu apogeu durante o ciclo cafeeiro, época na qual teve participação relevante na região. Passada a época de glórias, os filhos de Arapeí souberam preservar sua arquitetura e seu jeito adorável de "cidade pequena". Com isto acabou ganhando a admiração de todos aqueles que passam por suas terras.
Pontos Turísticos:
Fazenda São Luiz - Caminhada ecológica, vistas panorâmicas, matas tropicais, cachoeira da gruta (foto) com 80 metros e a famosa Caverna da Alambary, com piscinas naturais. Descoberta por caçadores e transeuntes ainda no século XIX, a caverna da Alambary, situada nas encostas da Serra da Boacína, segundo estudiosos, é a única situada na Serra do Mar.
Fazenda Caxambú - Trilhas, cachoeiras, cascatas, piscinas naturais e a Pedra do Pão de Açucar de São Paulo, própria para alpinismo. E o antigo moinho de fubá em atividade e o circuito daságuas.
Serra da Glória - Exuberante vistas, cachoeiras, cascatas, barragens da Santa, Pedra do Seio, e a caminhada por entre montanhas pitorescas.



Igreja Matriz de Santana - Piraí RJ

A atual matriz de Sant Anna nasceu de uma primitiva capela de madeira nas terras da Fazenda de Domingos Álvares Louzada hoje Praça Domingos Mariano por volta do ano de 1772. Foi José Luiz Urbano homem rico e poderoso um dos senhores de engenho de Piraí o fundador da primeira capela de Sant Anna. Data de 1776 a chegada do Pe. Dr. João Pinto Rodrigues ao Arraial de Piraí que benzeu a capela que ficou porém 22 anos pobre e sem patrimônio até a chegada da provação do Governo Imperial concedendo à humilde capela o patrimônio de 100 braços de terra e que somente através da Resolução Régia de 1817 foi a Paróquia de Sant Anna de Piraí aprovada e confirmada.

São José do Barreiro SP - Centro Histórico

Em 1820 foi erguida no local, uma capela dedicada a São José e, em virtude do local ser conhecido como "Barreiro "e da capela dedicada a São José, o arraial passou a se chamar São José do Barreiro. Em 1999 o município ganhou título de Estância Turística do Estado de São Paulo. As imponentes fazendas do café e os sobrados e casarões, hoje são marcos da época em que o município ocupou importante lugar na cafeicultura paulista. Atualmente, São José do Barreiro tem sua economia centrada na agricultura, pecuária leiteira, no gado de corte e no turismo, que a cada ano vem se desenvolvendo em virtude dos vários atrativos, tanto históricos, como religiosos e naturais.

Atualmente sede da Câmara Municipal, a "Cadeia Velha" ou "Prédio da Câmara" como é conhecida, teve sua pedra fundamental lançada dia 10 de julho de 1870, obra do Engenheiro e Escritor Euclides da Cunha, teve como construtor o Empreiteiro José Teixeira, que a arrematou pela quantia de 25 contos. Construída em taipa de pilão, adobe e pau-a-pique, tem suas paredes externas medindo de 1m a 1,2m de largura; contando ainda com 6 grades de ferro nas janelas das celas.





Casarões e solares em estilo colonial onde residiram famílias tradicionais da época.
Casa do Artesão

Prédio da Prefeitura Municipal - Piraí RJ

No ano de 1837 o prédio teve permissão para construção pelo Governo da Província em terreno doado por Magalhães Pusso proprietário da Sesmaria de Palmeiras. Para dar suporte às atividades no ano seguinte foi criada uma comissão nomeada pelo Presidente da Província cabendo aos membros a organização de uma subscrição para a construção dos prédios públicos ou seja a Câmara Júri e Cadeia. Em 1838 passa então a funcionar no primeiro pavimento do prédio a cadeia e no segundo pavimento a Sala das Audiências a Secretaria o Reservado (para os réus) a Secreta (para os jurados) e a Sala do Tribunal. Em 1917 a Cadeia foi transferida para o seu prédio atual hoje inativo e somente no ano de 1922 passou o prédio a ser Sede da Prefeitura.

Fazenda Resgate - Bananal SP

Em 1776, um local denominado “o Resgate” deu origem ao que anos mais tarde seria a fazenda do Resgate. “O Resgate” tornou-se uma fazenda em 1828, nesta época, a propriedade produzia toucinho, milho, feijão, farinha e café. Em 1833, a fazenda Resgate foi comprada pelo senhor José de Aguiar Toledo, que chega a Bananal no início do século XIX, trazendo consigo, de Minas Gerais, a solução arquitetônica implantada na fazenda e o pioneirismo no plantio do café em larga escala na região. Em 1838, por ocasião do falecimento de José de Aguiar Toledo, a fazenda Resgate e suas demais propriedades são deixadas como herança para seus oito filhos. Em pouco tempo, Manoel de Aguiar Vallim, um dos oito irmãos, compra todas as partes da fazenda Resgate e estabelece moradia na propriedade e, em 1855, resolve fazer uma reforma na casa. Agora, a casa baseada no estilo senhorial português (com apenas um pavimento) é adaptada à solução mineira de produção de café da primeira metade do século XIX (já com dois pavimentos, porém sem nenhum requinte), ganha uma facha neoclássica com uma escada central em cantaria. Os materiais de construção empregados na reforma também diferem daqueles utilizados em sua construção: o primeiro pavimento é feito em pedra e pau-a-pique e o segundo com tijolos de adobe. Contudo, apesar da fachada em estilo neoclássico, os fundos da casa estão pousados ao “rés do chão”, em uma planta em formato de “U” com três mansardas: duas laterais e uma voltada para o pátio interno, característico do partido mineiro. A reforma também abarca o pátio interno, que recebe nova feição. A sala de jantar é colocada junto a ele para fins de arejamento e iluminação, como se fazia nas residências burguesas na França, idealizando uma nova disposição do espaço. Esta é uma mudança fundamental nos parâmetros de moradia do Brasil oitocentista. Desta forma, o Resgate transforma-se em um monumento/documento completamente preservado da história do Brasil. A partir de 1858, o pintor espanhol José Maria Villaronga começa a pintar o segundo pavimento do casarão. No hall de entrada encontram-se retratados os produtos agrícolas da fazenda: em posição principal o café, circundando-o, a cana, o milho, o feijão e a mandioca. Na sala de visitas, em estilo barroco, pássaros brasileiros e detalhes em madeira coberta com folhas de ouro. Na sala de jantar, três afrescos: em posição central, a riqueza do proprietário, ladeando esta pintura, mais dois afrescos que representam a colônia chinesa de Bananal. A capela também se destaca por suas pinturas e detalhes em madeira com folhas de ouro. No mezanino, afrescos com várias representações de Nossa Senhora. No primeiro pavimento, além do altar em estilo barroco e das diversas pinturas, um grande afresco retratando o batismo de Jesus é peça central deste espaço. A Fazenda Resgate, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, é considerada uma das cem mais belas e importantes edificações da história do Brasil. Dias e horários de visitação: de Terça à Sexta-Feira, de 8:00 às 16:00hs Sábados, domingos e feriados, somente com autorização. (valor por pessoa: R$10) Fazenda Resgate - Tel.: (12) 3116-1577 ( Sandra)

Fazenda Catadupa - São José do Barreiro SP

Cercada por 145 hectares de terra, a casa sede da fazenda, construída em 1837, em adobe sobre fundações de pedra, possui um total de 9 quartos, 3 salões, 2 salas de refeições, 3 banheiros, uma enorme cozinha, etc. Há também uma sauna recentemente construída, uma piscina de pedra, casas de colonos, um moinho de pedra, gerador de eletricidade para eventualidades, curral, tulhas, etc. Poucas dezenas de metros separam a casa sede das corredeiras perenes do Ribeirão Formoso. Outro ribeirão, chamado do Sertão, também banha suas terras, que conta ainda com diversas nascentes e dois lagos. Localiza-se na estrada do cachoeirão, km 4, no bairro Formoso.

Fazenda da Posse - Barra Mansa RJ

Marco inicial de Barra Mansa, esta fazenda, construída em 1764, se confunde com a própria história da cidade. Próxima ao Rio Paraíba do Sul, a Fazenda da Posse surgiu como produtora agropecuária, tendo sido importante pouso para tropeiros no eixo entre São Paulo e o sul de Minas Gerais. Construção em dois pavimentos com estrutura em esteios de madeira, vãos das fachadas, portas e janelas alternam vergas retas e em arco abatido, as alvenarias são em pau-a-pique estruturadas por esteios de madeira sobre baldrame em pedra. A Fazenda da Posse, já em pleno ciclo cafeeiro, passou ao Comendador João Pereira da Cruz, figura importante na historia de Barra Mansa e sucessor do Sargento-mor Pereira da Cruz. Após ter vários outros proprietários, foi adquirida pela municipalidade de Barra Mansa, em 1970. Em vias de ruína total, em 1991 toda a área foi entregue ao SESI, com a obrigação de preservação de parte do terreno, que inclui a sede da fazenda. Recuperado, o velho casarão abriga hoje o Centro Cultural Fazenda da Posse, administrado pelo SESI/RJ.

Fazenda Boa Vista - Bananal SP

A fazenda pertenceu ao Barão da Boa Vista, um dos mais ricos titulares do Império no Vale do Paraíba, levou mais de 100 anos para ser concluída - 1713 / 1840 , foi construida com a finalidade de produzir anil. Posteriormente por volta de 1840, já sob a administração do herdeiro Luciano José de Almeida, passou a ter importância na produção de café, ciclo marcante desta região histórica do Vale do Paraiba. Mantém algumas características do passado, como a capela, as telhas de barro, o piso, alguns objetos e móveis. Hoje adaptada para o turismo e hotelaria, além do conforto da hospedagem, serve ainda, de palco para eventos diversos. O Hotel Fazenda Boa Vista, vem a tempos, servindo de cenário para filmagens de novelas, mini séries, e diversos casos especiais. http://www.hotelfazboavista.com.br/index.html

Igreja do Divino Espírito Santo - Barra Mansa RJ

Localizada em Rialto, distrito de Barra Mansa, esta igreja teve sua construção iniciada em 1833 e concluída em 1887, no local onde havia uma capela. Desde essa data, vem recebendo reparos e reformas que, possivelmente, podem ter alterado as linhas arquitetônicas da fachada, apesar de ter o interior conforme o traçado original. Por volta de 1795, com um grande desenvolvimento da região, Rialto era um lugar de passagem de tropeiros e de grandes produtores de café da região. Atualmente, vivem no distrito cerca de mil pessoas. Uma comunidade rural com a economia baseada na pecuária leiteira. A praça central é o ponto de encontro dos moradores, um espaço democrático para colocar a conversa em dia.

Fazenda São José - Barra Mansa RJ

Não existe informação concreta de quando teria sido fundada a Fazenda São José. Na hipótese mais provável, deve ter sido construída pelo major Barbosa da Silva, em meados da década de 1830, ou talvez antes, caso estas terras tenham chegado às suas mãos como herança. Com casa-sede situada muito próxima da vila (300m), São José tinha suas terras cortadas pelo caminho
de mulas de acesso ao porto da baía de Angra, chamado nos documentos antigos de “estrada velha”, e depois pela Estrada de Ferro Bananalense (Barra Mansa-Bananal) e banhadas pelo córrego São José (ou Boa Sorte), pelo rio do Turvo e pelo rio Bananal. Aliás, pelo fato da foz do rio do Turvo, afluente do Bananal pela margem esquerda, situar-se nas terras da fazenda e cerca de 500m antes deste cortar a vila, alguns historiadores chamavam esta fazenda de Barra do Turvo. A casa-sede atual, pelo seu estilo, deve ter sido construída ou reformada mais para o final do século XIX, já na fase de decadência do café no Vale-paraibano. Na fazenda já funcionou uma escola primária chamada Joaquim Nabuco e hoje, com cerca de 25 alqueires, destina-se à pecuária leiteira, contando também com pequenas plantações de milho e de feijão.

Fazenda Três Barras - Bananal SP

Não se sabe ao certo a data da construção da sede desta fazenda, somente que em 1813 ela já pertencia ao capitão Hilário Gomes Nogueira. Em 1822 hospedou o príncipe D. Pedro em suas viagem à São Paulo que culminou com o grito do Ipiranga. A sede da fazenda ainda mantém a arquitetura preservada, as salas, os 28 aposentos planos, os móveis, a adega, um coreto, e o aposento duplo usado pelo Príncipe D. Pedro, neste aposento dormiu também Juscelino K. de Oliveira quando Presidente da República, numa visita à Bananal. Hoje transformado em Hotel Fazenda, com capacidade para hospedar 84 pessoas, o turista pode desfrutar de todo o lazer oferecido, como: piscinas, saunas, charrete, cavalos, lago para pescar e pedalinho, quadra de tênis, futebol e vôlei, sala de jogos, mini golfe, além de uma grande área verde para você relaxar e curtir a natureza.
Rod. dos Tropeiros (SP 066) Bananal - SP - Tel: (12) 3116-1356 / 3116-5667

Fazenda Chaleth / Fajardo - Barra Mansa RJ

Antes conhecida apenas como Fazenda do Chalé, a edificação, muito provavelmente, foi construída em meados do séc. XIX, entre 1850 e 1860. Em fins do século XIX e início do século XX pertenceu à D. Guilhermina de Almeida. Até o ano de 1938, teve como proprietário José Batista de Rezende, que, por sua vez, vendeu-a a Fajardo Teixeira de Rezende. Em 1950, foi demolida a ala lateral direita e subtraída uma parte da ala lateral esquerda, mutilando a casa sede. Em 1908, instalava-se em Barra Mansa a primeira indústria do município, era a Companhia de Transformação de Tecidos, que funcionava no bairro Estamparia, como na época a iluminação era à base de lampiões a querosene, o dono da fábrica, o fazendeiro coronel José Norberto de Melo conseguiu da câmara a concessão para construir uma usina na fazenda do Chalé para fornecer luz elétrica para sua fábrica, isso aconteceu de 1911 a 1913. A fazenda localiza-se na Rodovia Alexandre Drabler (RJ157) - Estrada Cotiara-Bananal, Km5, nº5.210 - Não está aberta à visitação.

Fazenda Três Barras - Barra Mansa RJ

A Fazenda Três Barras, mantém sua sede original feita em pau-a-pique. Ainda guarda em seu interior alguns objetos antigos que retratam o período cafeeiro. A fazenda localiza-se em Ataulfo de Paiva, localidade do distrito de Antônio Rocha em Barra Mansa. Antigamente 50 famílias viviam em torno da fazenda, onde também havia uma pequena venda, uma capela e uma estação ferroviária, por onde escoava o café. Hoje, não há vestigios da capela e nem da estação ferroviária, restando apenas a fazenda, a venda, e poucas pessoas que dedicam-se à pecuária. A fazenda não está aberta à visitação.

Estação Ferroviária - Barra Mansa RJ


Em meados do século XIX, Barra Mansa era um centro de serviços e comercialização das prósperas fazendas de café. O crescimento da antiga vila e a elevação em 1857 à categoria de cidade estão diretamente ligados à produção cafeeira. A inauguração da ferrovia assinala uma nova etapa da história urbana não somente pela agilidade de escoamento da produção agrícola, mas também pela maior facilidade de comunicação com os outros núcleos regionais e com o Rio de Janeiro. Mesmo depois do declínio da cultura do café a ferrovia ajudou a definir nova vocação industrial que se mantém até hoje em Barra Mansa. A antiga estação inaugurada em 1871 representa assim um marco histórico no desenvolvimento da cidade. Foi inaugurada pela princesa Isabel e pelo conde d’Eu. O núcleo da construção de alvenaria convencional tem planta retangular e dois pavimentos. O aspecto mais notável é a estrutura de ferro da cobertura da plataforma de embarque. Com a desativação da estrada de ferro o edifício ficou abandonado e chegou a incendiar- se. Hoje, tombado pelo Instituto Estadual de Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro, o prédio está totalmente reformado, e abriga o Centro Cultural Estação das Artes.

Fazenda dos Coqueiros - Bananal SP

A Fazenda dos Coqueiros é um exemplo da fortuna deixada pelo ciclo do café, sua belíssima construção do século XIX é cercada pela Mata Atlântica. O casarão construído em 1855 ainda mantem sua estrutura antiga, o lavador e o terreirão de café feitos de pedra, as senzalas, móveis antigos, documentos históricos, objetos da época da escravidão e um autêntico moinho de fazer fubá. Localizada na rodovia dos tropeiros à 5km do centro de Bananal, a fazenda oferece aos visitantes; passeios à cavalo, trilhas na Mata Atlântica e no cemitério dos escravos. As visitações são acompanhadas de monitores nos seguintes horários: 9, 11, 15 e 17hs. Tel.: (12) 3116-1358

Santa Isabel do Rio Preto RJ

Santa Isabel do Rio Preto é um distrito do município de Valença. Com população de seis mil habitantes, fica a 170 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, e a 46 quilômetros de Volta Redonda e 55 de Barra Mansa. A igreja feita a partir de 1852, em honra da padroeira da localidade, se destaca no centro da localidade. Na zona rural, o distrito preserva parte da história do país com a comunidade de São José da Serra. Descendentes de escravos, preservam várias cantigas e danças típicas como o jongo. À várias trilhas pelo distrito que passam por vários rios, cachoeiras, fazendas históricas e pontes.Outro atrativo de Santa Isabel é a Serra da Beleza, que, além da natureza é conhecida amplamente como local favorável a possíveis aparições de discos voadores.


Casarão construído em 1885

Itatiaia - RJ

A área central de Itatiaia oferece muitas opções aos visitantes, o turista pode visitar a Usina Hidrelétrica do Funil, além de prestigiar o comércio local e conhecer a Praça Mariana Rocha Leão, a Igreja Matriz de São José e o Paço Municipal Campo Belo. O principal atrativo é o Parque Nacional do Itatiaia, a mais antiga Unidade de Conservação do Brasil, criado em 14 de junho de 1937, o Parque se divide em duas partes distintas: a Parte Baixa, com acesso no km 318 da Via Dutra, em Itatiaia; e a Parte Alta, alcançada através da Rodovia Rio-Caxambu, no km 330 da Via Dutra, em EngenheiroPassos.Na Parte Baixa, o Parque conta com inúmeras cachoeiras, lagos e trilhas, que deixam o visitante deslumbrado, é considerado um dos cinco melhores lugares do Brasil para observação de pássaros por possuir em seu território diversas espécies endêmicas (que só existem por aqui) atraindo ornitólogos de todo o mundo. Dentro do Parque localizam-se cinco hotéis e vários outros estão situados na estrada de acesso à reserva. Nos Campos de Altitude, Parte Alta do Parque, está o ponto mais alto do Estado do Rio de Janeiro e oitavo do Brasil: o Pico das Agulhas Negras, com 2.791 metros de altitude. Outras atrações de raríssima beleza são as formações rochosas do Maciço do Itatiaia, como as Prateleiras e as pedras da Tartaruga e da Maçã que atraem alpinistas e amantes da natureza de todo Brasil.
Museu da Fauna e da Flora - Onde você pode encontrar informações sobre a Reserva e uma significativa coleção científica da fauna regional. São 400 exemplares de vertebrados divididos entre mamíferos, aves e répteis; 2259 insetos e aracnídeos e 1328 espécies de plantas herborizadas.

Cachoeira Véu da Noiva
É a preferida dos turistas, que curtem o efeito de cortina formado pela água sobre a rocha, são 40 m de altura de queda d’água. Parece um imenso véu de noiva, branco, que desliza sobre as formações rochosas. Águas transparentes, límpida, e frias, propícia para banhos. O acesso para a cachoeira é feita por uma trilha com 400 m.



Mirante do Último Adeus - de onde se avista a Represa do Funil e a Serra do Mar, e o Rio Campo Belo entre a abundante Mata Atlântica.

Piscina Natural do Maromba - Localizada no Rio Campo Belo a 1.100m de altitude. Altura de 5m, 2 saltos de 3 e 2m. Águas transparentes, temperatura fria, forma um poço, de fundo rochoso, propício a banho.

Fazenda Penedo - Itatiaia RJ

A fazenda Penedo, cujo velho sobrado ainda hoje está de pé com suas paredes de pau a pique e madeira de lei, foi produtora de café no século XIX, como aliás, eram todas as do vale do Paraíba, onde o café teve em Resende o seu centro irradiador. E foi nessa época que, segundo a historiadora Maria Celina Whately, a fazenda Penedo fez parte de uma passagem fantástica de nossa história: era uma das propriedades do conglomerado de Maria Benedita Gonçalves Martins, a maior produtora cafeeira da época imperial, conhecida como a "Rainha do Café". Atualmente a antiga sede da fazenda localizada no distrito de Penedo, está abandonada e foi colocada à venda.

Penedo - RJ

Penedo é um distrito e Parque Municipal Ecológico de Itatiaia, estado do Rio de Janeiro. Foi colonizado por imigrantes finlandeses no início do século e hoje tem como principal atividade econômica o turismo. Tem como atrações principais trilhas, picos, cachoeiras e a Casa Oficial de Papai Noel no hemisfério Sul. A única Colônia Finlandesa do Brasil esté no bairro de Penedo. Um grupo de imigrantes finlandeses chegou aqui em 1929, com seus costumes e tradições, implantando aqui a primeira sauna neste país tropical. Penedo oferece uma grande diversidade gastronômica, que aliada aos atrativos naturais e culturais, conquistam cada vez mais turistas em busca de paz e tranqüilidade.
Três Cachoeiras - Estão localizadas no Rio das Pedras e destacam-se pela formação de três pequenas quedas d'água, a maior medindo aproximadamente 3 m de altura. Suas águas são claras e frias, propícias para banhos, devido a existência de várias piscinas naturais. Existe também, no verão, um escorrega natural. A vegetação da margem direita é densa e fechada enquanto que na esquerda existe apenas grama. O local é muito freqüentado pela população local e turistas nos fins de semana e feriados.

Imperdíveis também são os passeios a cavalo nos haras existentes, assim como a pesca da truta nos pesqueiros locais. Vale a Pena conhecer o Pico do Penedinho, com sua belíssima vista para o bairro.

Solar Luciano José de Almeida - Bananal SP

O sobrado possui características das grandes residências urbanas do século XIX, tendo a sua planta em forma de "U" abrigando um pátio de manobras para carruagens. Foi construído em 1847 e era propriedade do comendador Luciano José de Almeida. Desde a década de 30 abriga o Hotel Brasil que teve seus tempos de glória em função do movimento da antiga Rodovia Rio-São Paulo inaugurada em 1928. Fica localizado na Praça Pedro Ramos nº45 - Centro - Tel.:(12) 3116-0411

Casa da Cultura Macedo Miranda - Resende RJ


O prédio começou a ser construído em 1834. Abrigava, no pavimento superior, a Câmara e o Júri. No térreo, a cadeia. Foi construído para ser sede de uma fazenda de café e, posteriormente, antiga sede da cadeia da cidade, mantendo até hoje suas características originais. Trata-se de prédio de dois pavimentos, solto no térreo, com planta retangular e telhado em quatro águas. Possui jardins gramados e um obelisco em comemoração ao segundo centenário da introdução cafeeira no Brasil. Endereço: Rua Dr. Luís da Rocha Miranda, 117 – Centro. Tel.: (24) 3355-8392

Estação Ferroviária - Bananal SP

Dia 13 de outubro de 1888, o primeiro trem fez a viagem de Barra Mansa RJ até a fazenda Três Barras em Bananal, e no dia 24 de dezembro do mesmo ano, os trilhos chegaram à estação ferroviária da cidade, o que representou um grande passo rumo ao progresso. A estação que foi construída na Bélgica, é totalmente metálica (inclusive o telhado), de chapas almofadadas duplas e assoalhos de autêntico pinho de riga. Inaugurada em 1889, a estação conheceu tempos de glória e fortuna, um monumento que é exemplo único da industrialização aplicada à construção, e por isso tem importância nacional e internacional.
A locomotiva 302, que está exposta ao lado da estação, é uma das 193 máquinas espalhadas em 67 cidades de São Paulo, chegou em Bananal na década de 90 para enaltecer o período áureo da cidade e enriquecer o visual da antiga Estação Ferroviária. Apelidada de "Tereza Cristina", a locomotiva fazia a linha Bananal-Barra Mansa até o início dos anos 60. Estima - se a existência de cerca de 500 locomotivas a vapor em 185 cidades brasileiras, próximo a 10% da frota existente até os anos 50. Os especialistas consideram que essas máquinas estão diretamente associadas ao processo de industrialização do Brasil, no período de cem anos que vai da metade do século XIX a 1950.

Fazenda Ribeirão Claro - Barra Mansa RJ




Construída em 1845, por João Chrisóstomo de Vargas, no melhor estilo da época. Um imponente solar que mantém o traçado e mobiliário originais, conservando sua autenticidade até os dias de hoje. O caminho que leva à casa-sede é ladeado por espesso bambuzal, produzindo uma atmosfera que contrasta e surpreende ao final, quando se abre e se avista a bela casa cercada por árvores. A casa-sede está implantada sobre um platô artificial no alto do morro, criando um generoso pátio de chegada, com jardins, tendo ao fundo extenso gramado. Localizada-se em Amparo, distrito de Barra Mansa.


Fazenda Santo Antônio - Barra Mansa RJ

A Fazenda Santo Antônio foi construída em 1855, era servida de uma parada de trem através da Estrada de Ferro Bananalense, que fazia o percurso Barra Mansa/Bananal. Na fazenda Santo Antônio se realizavam corridas de cavalos, com a presença da fina flor da sociedade barramansense do passado (entre 1885-1910). Este patrimônio histórico, localizado no bairro Colônia Santo Antônio, está abandonado.

Igreja Matriz de Sant'Ana - Areias SP

Sua construção iniciada em 1792, só terminou em 1874. A igreja é dedicada a Sant`Ana, padroeira da cidade. Em seu interior estão as imagens da padroeira, de São Miguel e do Senhor Morto.
Seu sino é importado da Bélgica, feito de bronze, estanho, ferro, cobre e ouro, pesa 1.100Kg e medi um metro e meio de altura, foi doado pelo Major Manoel da Silva Leme em 1863. Monteiro Lobato, em um de seus livros, faz uma descrição do som do sino que ouviu pela primeira vez da janela do prédio ao lado, onde residia na época. "Não é sem razão o orgulho dos areienses, que quando falam do sino grande, o chamam de o melhor do norte".


Solar, Sobrados e Casarões - Areias SP

Casa da Cultura - Construído em 1833, este prédio já abrigou a câmara de vereadores em seu andar superior e a cadeia pública no térreo, a Bolsa de Valores, onde era negociado todo o café da região, e também foi usado pela Promotoria Pública, onde Monteiro Lobato trabalhou como Promotor de Justiça. Atualmente abriga a Casa da Cultura.
Solar do Capitão-Mor - Erguido em 1798 é um dos raros solares com três pavimentos, sendo que o último funcionava como um mirante. Em 1888 foi palco de uma das últimas festas da monarquia organizada pela princesa Isabel para comemorar a abolição da escravatura. Com sua arquitetura preservada, o sobrado é hoje o Hotel Santana; o "Hotel Imperial de Areias".
Um dos mais belos casarões da cidade, sua construção é de 1863, já funcionou como hospital, correio e cinema, hoje é sede da Escola Estadual Barão da Bocaina.
Por muitos anos funcionou neste casarão de 1825 a santa casa de misericórdia, e após ser restaurada em 1997 passou a sediar a Escola de Educação Infantil.
Prédio da Prefeitura Municipal - Construção de meados do século XVII, feita, em taipa-de-pilão e estilo colonial, para ser residências, lembra o apogeu do ouro e do café na região. Tombada pelo CONDEPHAAT em 1982.
Sobrado da Rua XV de Novembro - Construção do final do séc. XIX feita em taipa-de-pilão e paredes de pau-a-pique, foi o local onde residiu o escritor Monteiro Lobato quando promotor público de Areias. Localização: Rua XV de Novembro, 35, ao lado da Igreja Matriz.

Fazenda Bom Retiro - Bananal SP

Sua sede de 1840 em estilo neoclássico, é uma das mais notáveis em arquitetura. Em 1875 a fazenda possuia 79 alqueires de terra, 30.100 pés de café e 10 toneladas de café colhido. Tem como principal curiosidade a passagem para carruagens pelo interior do casarão. Hoje, a Fazenda, depois de algumas reformas, mantém suas características preservadas.
A fazenda fica à 3km do centro histórico de Bananal.

Fazenda Casa Grande - Bananal SP

José de Aguiar Toledo, procedente da Ilha Terceira dos Açores, chegou a Bananal por volta de 1765. Adquiriu terras perto do Arraial, no Vale do Retiro onde fundou a Fazenda Formiga. Iniciou ali a cultura do anil e da cana-de-açúcar, comum à maioria das fazendas da região, antes da introdução do café, do qual aliás, Toledo foi o precursor. Sua fortuna teve origem nos viveiros de mudas de café que mantinha na Fazenda Formiga e fornecia aos plantadores interessados, antes de se tornar também grande produtor. Antes as mudas procediam de Resende RJ. A casa original da Fazenda existe sobre a muralha de pedra de seus terreiros primitivos de café. Restaurada na década passada a Fazenda Formiga foi transformada em hotel fazenda - Hotel Fazenda Casa Grande - retornando assim às suas origens: - “antiga casa de pouso dos Bandeirantes”. Atualmente o Hotel está desativado.

A participação de Resende RJ no Ciclo do Café

As primeiras mudas de café chegaram a Resende por volta de 1790, trazidas pelo Padre Couto. Elas foram plantadas na Fazenda Monte Alegre em Vargem Grande onde se desenvolveram e se espalharam por todo território. Daqui o plantio de café se expandiu para outras regiões como São Paulo, Minas, Paraná e Espírito Santo. Por volta de 1840, o café passou a ser a grande riqueza de Resende e os fazendeiros começaram a construir os primeiros sobrados e casarões da cidade. Nesta época, os senhores do café davam festas, importavam seda e porcelana da Europa, além de trazerem professores para ensinar francês e inglês a seus filhos. Daqui o café era levado para o Porto de Angra no lombo de burros, demorando quase oito dias para chegar. Mais tarde, esse transporte passou a ser feito por balsas no Rio Paraíba, de Resende até Barra do Piraí. De lá o café seguia de trem até o Rio de Janeiro. A estrada de ferro chegou a Resende em 1873, acabando com a navegação fluvial. O uso indiscriminado da terra, que começou a tornar-se improdutiva, o aparecimento de pragas na lavoura e a proibição do tráfico de escravos em 1850, fizeram o ciclo do café entrar em decadência. Em 1870 vários cafeicultores se transferiram para o Oeste Paulista, na região de Ribeirão Preto. Era o declínio do ciclo do café e de uma época de riqueza e ostentação em Resende.
Com o esgotamento das terras em relação ao café, muitas fazendas passaram suas atividades para a economia agropecuária diversificada. Indústrias começaram a ser instaladas em Resende, e em 1940 a Academia Militar de Agulhas Negras se instala. Mais tarde com a construção da Rodovia Presidente Dutra e facilitadas as comunicações entre as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo, Resende reassume sua importância econômica atraindo grandes investimentos e firmando-se como uma das cidades mais importantes do Estado do Rio de Janeiro.

Chácara do Visconde - Taubaté SP

A “Chácara do Visconde” foi construída entre 1860 e 1865, propriedade do Visconde de Tremembé, José Francisco Monteiro, avô do escritor José Bento Monteiro Lobato, que herdou a fazenda de seu avô. Mais tarde, a fazenda foi desmembrada sucessivamente e hoje é uma propriedade particular batizada de Sítio do Pica-Pau Amarelo. A paisagem do local é formada por árvores frutíferas, cafezais, pastos e matas, casarão colonial, tulha e cocheira. Neste local nasceu Monteiro Lobato, que perdeu os pais muito cedo e foi educado por seu avô. A chácara foi o cenário vivenciado pelo menino Monteiro Lobato, que já imaginava o futuro Sítio do Pica-Pau Amarelo e suas histórias que posteriormente quando adulto, possibilitou a criação dos famosos personagens Pedrinho, Emília, Narizinho, Vovó Benta e Tia Anastácia. Hoje, o sítio de 20.000 m² que deu origem ao bairro Chácara do Visconde, é formado pelo Museu Histórico e Pedagógico, com biblioteca e toda a literatura infantil de Monteiro Lobato, exposição iconográfica da vida e obras, salas de exposições de artistas plásticos populares e regionais, além da agradável área verde com mangueiras e jaqueiras centenárias, entre outras árvores. Os personagens de Monteiro Lobato animam crianças e adultos com suas representações teatrais. End.: Av. Campinas, s/n - Chácara do Visconde
Telefone: (12) 3625-5062 - Horário: Terça a domingo das 9h às 17h

Estância Turística e Ecológica de Bananal SP


Bananal tem valorizado sua história com a preservação de um patrimônio histórico que inclui prédios, palacetes suntuosos, residências urbanas de ricos fazendeiros, fazendas do século XIX, igrejas, praças e etc... Apesar das mudanças em seu entorno, preservou suas principais características e vestígios de riqueza e glória de uma cidade que tão importante papel teve na história do país. A cidade oferece muitas opções em hospedagem, além das tradicionais fazendas adaptadas ao turismo, que se transformaram em hotéis fazendas.
Hoje, Bananal proporciona ao visitante conhecimento de parte importante da história do Brasil, como a trilha do ouro; a estrada real, um caminho que possui pavimentação de pedra em grande parte de sua extensão, e também a serra da Bocaina, que é visitada desde os tempos do império. O acervo constituído pelo patrimônio histórico de Bananal é um documento importante para a memória paulista, caminhar por suas ruas e becos produz a sensação de nobreza deixada pelos barões do café.

Fazenda Bom Retiro - Quatis RJ

A sede da fazenda está situada à margem da estrada, podendo ser avistada da mesma. Antiga fazenda de café, hoje faz parte de um complexo turístico. Não foi possível obter dados referente ao ano de sua construção, mas sabe-se que o casarão colonial data do final do século XVIII. Encontra-se em bom estado de conservação, com piso em tábua corrida e algum mobiliário, porém foram feitas modificações que descaracterizaram-na parcialmente. Bem próximo à sede, estão a capela, o alambique e o hotel construído em 1987.
End: Estrada Quatis - Resende km 7

Igreja Matriz de São Sebastião - Barra Mansa RJ

A Igreja está localizada no centro comercial de Barra Mansa, ocupando mais da metade da Praça Ponce de Leon. Foi construída na fase áurea da região, logo depois da instalação do município em 1865, quando este experimentou grande progresso devido à cultura de café. A edificação foi nitidamente influenciada nos moldes neo-clássicos traçados pelo arquiteto da Missão Francesa de 1816, Gran Jean de Montigny. Nas laterais do edifício, duas torres com campanário, cúpula e ornatos nas extremidades.


Fazenda da Cabeceira do Brandão - Volta Redonda RJ

Logo da estrada – a recém asfaltada Volta Redonda/Getulândia –, sinuosa e acidentada, que serpenteia pela borda de diversas bacias hidrográficas da região, avista-se, na margem direita, a Fazenda da Cabeceira do Brandão. Situada junto à tríplice divisa dos municípios de Volta Redonda, Barra Mansa e Getulândia e a nascente do Rio Brandão, tem, portanto, fortes referências político-geográficas. A área em volta da casa-sede é arborizada com frutíferas e atrás dela, junto a uma pequena elevação do terreno, existe uma nascente. Os morros que a cercam são destinados à pastagem. A estrada passa a poucos metros da casa-sede, cortando o terreno da fazenda. Do lado oposto à estrada, no vértice de dois morros, surgem as águas do Ribeirão Brandão, que banha o centro de Volta Redonda, além das ruínas de um grande muro de uma represa desativada. Do alto da escada de acesso à casa-sede, tem-se uma deslumbrante vista.

Fazenda São Joaquim da Grama - Rio Claro RJ

A sede da Fazenda da Grama foi erguida pelo Comendador Joaquim José de Souza Breves. Era sede da administração de inúmeras outras fazendas, foi um notável estabelecimento, centro de intensa atividade, principalmente até 1889. Ali se reuniam famílias importantes na época de produção de café na região, e as mais distintas famílias do Rio de Janeiro, ligadas à família Breves por laços de amizade ou de parentesco. Os vastos salões e aposentos, varandas e dependências, podiam hospedar mais de 200 pessoas. Possuia 37 quartos e 8 salas, sendo uma sala pintada à ouro com um trono para o Imperador D. Pedro I. Na fazenda, os banquetes para os convidados, amigos e parentes eram requintados: mesa para 40 pessoas, coberta com toalha de linho belga adamascada, centro de flores cultivadas e silvestres, louça inglesa, talheres de prata lavrada portuguesa com as iniciais JSB e copos do mais fino cristal. Falava-se francês. O cardápio atendia ao mais exigente gourmet: vinhos franceses e portugueses, servidos ao som de uma orquestra de escravos. Depois do café, conhaque e charutos. Os costumes e a educação ali eram palacianos.

Igreja de Santo Antônio - Volta Redonda RJ

Em 1880 foi construída uma capela tipicamente portuguesa no terreno doado pela família Cravo para sua edificação. A capela era de estrutura pequena e não comportava o número de devotos do Santo Padroeiro da Cidade. Este fato fez com que, em 1955, a capela fosse demolida, para iniciar-se a construção da atual igreja. A fachada principal da Igreja de Santo Antônio apresenta porta em folha dupla de madeira almofadada, com verga ogival e molduras em destaque. Na altura do coro, óculo. Coroando o corpo principal, platibanda, onde, no centro, encontra-se a torre sineira de seção quadrada em estilo gótico, encimada por uma cruz. Abaixo, reentrâncias sugerindo desenhos árabes. Nas laterais da platibanda, ornatos. No interior, dois pequenos altares laterais, contendo as imagens do Sagrado Coração e de Santo Antônio.

Palácio Barão de Guapy - Barra Mansa RJ

Até 1836, a Câmara Municipal não possuía prédio próprio, funcionando em uma casa cedida pelo capitão João Pereira da Cruz. Neste mesmo ano, através de recursos obtidos junto à população, foi adquirida uma casa antiga para que nela fossem instaladas a Câmara Municipal e a cadeia.Remodelado, o prédio só ficou concluído em 1861, tendo como presidente o comendador Joaquim José de Oliveira, o Barão de Guapi. Por ordem do engenheiro da província, Manuel de Frias e Vasconcelos, a casa que abrigava a Câmara recebeu reformas e um grande jardim público foi feito em sua frente. As mudanças feitas em 1870, deram à Câmara de Barra Mansa o título de a melhor de toda a província. Imponente edifício de linguagem neoclássica. É valorizado pelo requinte no tratamento das fachadas, com a presença ritmada de vãos em arco pleno, individualizados em panos verticais pela seqüência de pilastras com delicados capitéis. A cobertura é arrematada em toda a extensão por balaustrada contínua e frontão central com os símbolos da República.
Uso atual: Biblioteca Municipal e o Museu Histórico da Cidade.

Igrejas Históricas - Bananal SP

Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus do Livramento
Construída em 1811, em estilo colonial, possui no santíssimo os Doze Apóstolo em madeira. Sua arquitetura é caracterizada pela simplicidade de planta fechada, possuindo implantação de destaque na principal praça da cidade. Passou por inúmeras reformas ao longo de sua existência. É orgulho dos bananalenses. Localizada na Praça Monsenhor Cid França Santos.
Igreja Nossa Senhora da Glória e Boa Morte
Existente desde o século passado, foi reformada várias vezes e até reconstruída. O atual edifício tem importância histórica e principalmente paisagística. Rua Coronel João Ramos Nogueira Fragoso.
Igreja Nossa Senhora do Rosário
De planta retangular e arquitetura simples, esta igreja tem data de construção incerta, sendo citada em documentos de meados do século XIX. Era utilizada para a celebração de missas para os escravos. Localizada na Praça Rubião Júnior, no Centro Histórico.

Capela de São Joaquim da Grama - Rio Claro RJ

A capela foi construída em 1809, pelo comendador Joaquim José de Souza Breves, com a finalidade de receber seus restos mortais. A capela é um exemplo de arquitetura religiosa neoclássica, onde destaca-se a presença do frontão triangular na fachada e a simetria em suas torres, dada a repetição de um e outro lado do eixo de composição. Há a presença de afrescos e de adornos dourados, um pouco de remanescente do estilo barroco. Seu frontispício era constituído de uma sacada sobre o pórtico, ambos em forma de arcos. Seu conjunto arquitetônico encontra-se em estado de abandono, que resultou na degradação de todo o seu acervo artístico. A preservação da capela, apesar da escassez de recursos, é necessária, devido à construção ser uma das mais importantes capelas rurais do século XIX no estado do Rio de Janeiro, testemunho do poder “imperial” e dos plantadores de café da região. Além disso, a capela é um monumento de reconhecido valor histórico, artístico e arquitetônico, o que provoca o interesse da população local e da Prefeitura Municipal de Rio Claro/RJ em resgatar esse patrimônio edificado, tombado pelo INEPAC desde 1990 pelo Estado.

Igreja de Nossa Senhora da Piedade - Rio Claro - RJ

Construção do fim do século XVIII e início do século XIX, feita por escravos, em pedra. Abriga uma gruta com as imagens de Nossa Senhora de Fátima e Bernadete, uma das videntes da sua aparição, a imagem de Nossa Senhora da Piedade, do Sagrado Coração de Jesus, de São José, da Via Sacra, de Nossa Senhora dos Passos, de São Miguel, do Cristo Morto, de Nossa Senhora das Dores e uma Capela do Santíssimo com um pequeno altar.

Fazenda Conceição das Palmeiras - Barra Mansa RJ

Na porta do casarão consta a data de 1895. Porém há referências de sua construção ser anterior, por volta de 1880. A casa-sede da Fazenda Conceição encontra-se com todas as características arquitetônicas da época. Até os dias atuais serve como moradia do proprietário. A fazenda, com 38 alqueires e produção principalmente agropecuária, localiza-se na estrada Fazenda Campo Alegre - Rialto, próxima do córrego Cafundó, a casa-sede fica numa elevação em relação à estrada, o que permite uma visão panorâmica a partir do seu interior. Esta casa não é um casarão senhorial como outros da região. É mais simples e singela, porém grande, proporcionalmente ao tamanho da propriedade. No centro da planta, há uma capela, de Nossa Senhora da Conceição, onde foram realizados diversos casamentos de moradores locais. Existe também no terreiro da fazenda um túnel cavado pelos escravos que servia para levar água até a casa sede.

Fazenda Bela Vista - Bananal SP

As terras da Bela Vista fizeram parte do enorme patrimônio formado por José de Aguiar Toledo, que teve por sede a Fazenda das Formigas, Toledo faleceu em 1838 deixando por herança a fazenda a seu filho, Francisco de Aguiar Valim, sucedido por José de Aguiar Valim (o Barão da Bela Vista) e depois Visconde de Aguiar Toledo. Em 1860, o Barão hospedou o escritor português Augusto Emílio Zaluar que a descreveu: “A Fazenda Bela Vista, porém, situada em um lugar ameno, está coroada por uma pequena mas elegante casa de morada. No alto de um declive suave, pintada de cor rosa e adornada de dois pequenos jardins na frente, faz lembrar essas vilas da Itália que ensombram os pâmpanos e engrinaldam as hastes trepadeiras das madressilvas e dos jasmineiros. O interior desta casa corresponde perfeitamente ao seu poético exterior”. Com o declínio da cafeicultura e o decorrente empobrecimento que atingiu os grandes proprietários, os herdeiros acabaram se desfazendo das propriedades.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - Resende RJ

No ano de 1812 foram lançados os alicerces da Igreja Matriz. A construção foi feita por meio de uma subscrição: uns doavam serviços, outros dinheiro e alguns proprietários, um certo número de escravos para os trabalhos pesados.
Em 16 de outubro de 1831, teve lugar a transladação do Santíssimo Sacramento e das imagens da antiga capela para a Nova Matriz. A 22 de agosto de 1945, um incêndio destrói a centenária Matriz. Após duas horas, restam apenas a fachada e a parede lateral externa da ala esquerda. A 21 de agosto de 1954, foi solenemente consagrada a Matriz reconstruida após o incendio. Eram oito horas da manhã. As irmandades e os demais fiéis estavam reunidos na praça Dr. Oiveira Botelho. O bispo, Dom José André Coimbra, acompanhado por sacerdotes e seminaristas, inicia a celebração com orações à porta principal do templo, que se mantém fechada. Ao términio destas, contornam a igreja por tres vezes, aspergindo as paredes e batendo na porta, toda vez que por ali passava. O povo permanece na praça enquanto Dom José Coimbra e demais sacerdotes entram para a cerimonia no interior do templo. Igreja vazia, sem bancos... no chão, uma grande cruz de cinzas... o Bispo escreve aí os alfabetos grego e latino e benze as paredes internas. E permitida, então, a entrada dos fiéis a fim de participar do final da sagração, que consistiu na unção das 12 cruzez, colocadas cada uma ao lado de um altar. A Santa Missa encerrou a sagração. No dia 22 de agosto, pela manhã, Dom José Coimbra celebra, solenemente, a Missa Pontifical.

Palacete - Resende RJ

Na Praça Centenário está localizado o Palacete construído no século XIX, pelo Padre Marques da Mota, onde foi instalada a máquina que imprimiu o primeiro jornal de Resende - “O Gênio Brasileiro”. Era considerada a residência mais confortável da cidade e foi requisitada para hospedar a Princesa Isabel e o Conde d’Eu, quando visitaram a cidade em 1868 e também para vários governadores de Estado.

Pharmacia Popular - Bananal SP

Antiga Pharmacia Imperial, existe desde 1830. Fundada por um boticário francês, tendo, depois de sucessivos proprietários chegado às mãos do farmacêutico Ernani Graça, pai do atual proprietário. Tem valioso acervo e recebeu um prêmio da Fundação Roberto Marinho como a mais antiga farmácia ainda em funcionamento no Brasil. Situada na Rua Manoel de Aguiar, no Centro Histórico de Bananal-SP.

Estação Ferroviária - Pinheiral RJ

A estação foi aberta em 1871 em terras da Fazenda São José do Pinheiro, do Comendador José Joaquim de Souza Breves, morto em 1879. Em 1890 a fazenda, junto à estação ferroviária, foi desapropriada. A sede passou no ano seguinte para a União. Já existia uma vila ao redor da estação, enquanto a fazenda foi cedida ao Ministério da Guerra, nela passando a funcionar um Hospital Militar. Em 1899, passou para o Ministério da Agricultura. Em 1902, a estação ganhou um novo prédio. Uso Atual: Biblioteca Pública

Fazenda Boa Esperança - Resende RJ

Fazenda 57 - Bananal SP

Fazenda construída em 1857, localizada à 10km do centro histórico de Bananal SP. Propriedade particular, não está aberta à visitação.

Fazenda do Castelo - Resende RJ

Fazenda do Castelo – Situada na entrada da cidade de Resende, a casa de 26 cômodos possui jardins na fachada principal e numa das laterais. Os elementos principais de sua fachada são as escadarias em mármore de carrara e azulejos portugueses. Construído em 1835, a Fazenda do Castelo é o imóvel histórico melhor conservado da cidade. É conhecida como Fazenda do Castelo, devido aos grossos muros com arremate superior que lembram as ameias de castelos. Anteriormente era conhecida como “Chácara do Alambarí”. Possui interessantes jardins de viés francês e um imponente jardim frontal. Esta Fazenda não produzia café, concentrando-se nela um pólo de beneficiamento do café da região.

Sobrado Dona Laurinha - Bananal SP

É uma das mais antigas construções da cidade, tendo sido registrada em desenho de Thomas Ender, em 1817. O sobrado data de 1811 e nele, a 17 de abril de 1836, pela primeira vez se reuniu o Tribunal de Júri. Tombado pelo Patrimônio Histórico, apresenta janelas e portas lavradas à mão, sacadas com piso de cobre e “muxarabiê” (janela mourisca), influência árabe em nossa arquitetura. O sobrado internamente é também um pequeno museu. Móveis e louças antigas objetos raros e quadros mostram um significativo acervo da época que completam a propriedade como um todo digno de admiração. Sobrado localizado no Largo da Matriz (praça Pedro Ramos).